acabei de organizar tudo com algumas horas de atraso, por isso vou deixar de dar uma boa relaxada antes de ir pro aeroporto — descanso que fazia parte dos planos. parece que o cálculo de tempo necessário para deixar tudo pronto deu certo, mas não, a verdade é que deixo tudo para a última hora, perco o máximo possível em ócio e devaneio.
depois de ir a dezenas de lojas, algumas por várias vezes, consegui todo o sem-número de coisas de que precisava. dispus tudo no chão pra bater com meu bloquinho de anotações. regulei as marchas e freios, adaptei mais três suportes de caramanholas, aquelas garrafinhas — agora são cinco.
comecei a fechar as malas, consegui amarrar os dois alforges com uma corda, assim, tenho agora três volumes pra carregar — três dos grandes.
tenho sentido uma preguiça danada, deve ser porque sei que vou ter que fazer muito esforço nos próximos dias. entretando, estou sentindo uma mistura de ânimo com medo; meu coração está batendo como o de quem acabou de levar um susto.
uma mulher importante disse que se eu faço um blog da viagem, desvirtuo a porra toda — o isolamento voluntário que poderia me ajudar a descobrir o não-sei-o-que que tenho pra me dizer —; não sei se respondi ou só pensei, mas quero que ela entenda que devo manter um contato com o mundo, porque, sem isso, posso me perder dentro de mim e não encontrá-los nunca mais. bem, acho que é isso — ou é mais um exagero meu.
aí está o blog. e, como avisei a alguns, vou tentar colocar fotos quando chegar em cidades habitadas, o que deve acontecer pela primeira vez no próximo sábado ou domingo. se rolar oportunidade, coloco antes. e não se preocupem, vai ser divertido, só não vale fechar os olhos.
